Categoria: Encontros

  • 28/06 – Quarta – 1º Oficina de Construção Coletiva de Zines

    28/06 – Quarta – 1º Oficina de Construção Coletiva de Zines

     1º Oficina de Construção Coletiva de Zine


    A Cordel Anarquista em parceria com a A Casinha – ocupação-resistência e residência convida todxs que tem interesse em aprender a fazer um zine, ou mesmo que já saiba e queira produzir seu próprio zine coletivamente.
    Na ocasião dessa oficina A Casinha irá produzir um zine antiproibicionista, e também a Cordel irá produzir seu 2º Zine.
    Tragam:
    *Tesoura
    *Cola
    *Papel
    *Revistas e Jornais
    E também muitas idéias Subversivas e Inflamáveis!!!

    DATA: 28/06 – Quarta Feira – 14:00

    Local: Av. Chesf, nº 29, Bairro Rosa Maria, São Cristovão/SE Perto da UFS

    Mapa de como chegar na Ocupação A Casinha

    Para acessar o link do evento no fachobook CLIQUE AQUI

  • Fortalecendo o Anarquismo no Nordeste, relato do Mini tour subversivo da Cordel

    Fortalecendo o Anarquismo no Nordeste, relato do Mini tour subversivo da Cordel

    preditada

    Entre os dias 19 a 28 de setembro a Cordel Anarquista viajou para Recife e Natal com o objetivo de fortalecer as movimentações anarquistas nesses territórios, dessa forma somou com individualidades e coletivos para organizar atividades de formação e propaganda anarquista.

    Nessas duas cidades a Cordel organizou a 13º e 14º Banquinha Anarquista a Propriedade é um Roubo, um projeto que tem como objetivo divulgar e distribuir gratuitamente materiais anarquistas (zines, jornais, revistas), principalmente para pessoas que não conhecem o anarquismo, a maior parte das edições desse projeto ocorreram em $alvador/Ba entre os anos 2013 e 2014, mas que a Cordel a partir de 2015 começou a fazer de forma itinerante.

    Juntamente com a Banquinha também houve o Lançamento dos Zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas (disponível para baixar aqui) acompanhado de uma roda de conversa sobre as temáticas dos zines.

    Outra atividade que foi feita nesses lugares devido ao contexto politico que estamos vivendo foi o Lambe e a panfletagem do “Voto Nulo ou Não Vote – Organize-se e Lute” (baixe esse material aqui).

    Nessas duas cidades fomos bem acolhidxs, em recife pelo coletivo dhuzati e em natal por outrxs compas anarquistas que temos bastante carinho e pudemos fortalecer-se mutuamente, nutrindo relações que vão muito além do capital, mas de solidariedade e luta.

    Recife: Sarau do Bosque edições Histéricas

    Contextualizando: O sarau do bosque já existe alguns anos na ufrpe, onde é organizado em sua maioria por homens e que em suas poesias objetificam as mulheres, reforçando opressões que combatemos ferozmente em nosso cotidiano, sendo assim, as monas, as manas e as minas de recife, tomaram de assalto o evento e o espaço do sarau, construindo assim a edição Histéricas.

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    Esse evento teve os seguintes objetivos: escrachar os machos, denunciar a perseguição da universidade com xs trabalhadorxs ambulantes e a população pobre que mora entorno da universidade e somar força.

    No sarau rolou debates, oficinas de zine e serigrafia, apresentação de dança afro, brechó, pirofagia, intervenções teatrais, banquinha anarquista e poesias disparadoras de gritos, de desabafos, e de liberdade.

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    A Cordel Anarquista esteve presente no evento organizando duas atividades, a 13ª Banquinha Anarquista: A propriedade é um Roubo juntamente com o lançamento dos zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas, e também com uma roda de conversa sobre as temáticas dos zines.

    Mesmo não estando em um evento anarquista percebemos que as pessoas que estiveram presente tanto na banquinha e na roda de conversa demonstraram uma curiosidade sobre os temas, foi interessante porque acabou sendo um espaço de propagação de ideias, reflexões e vivências anarkas.img_4836

    O que mais marcou esse sarau do bosque edição histéricas, foi o posicionamento e ação racha macho, a cada início e fechamento das oficinas/debates, se liam (as vezes em jogral) o porque daquele evento e a lista dos machos que não eram bem vindos, e o ato de gritar os nomes desses machos em grupo, com pessoas dissidentes, acredito que marcou muita gente.

    Nós da cordel também fechamos com a organização, ou seja, que macho nenhum daquela lista iriam participar de qualquer evento do sarau, então também não poderiam pegar nenhum material em nossa banca, caso eles tivessem a ousadia de colar nas atividades do sarau.

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    Recife: Cine Rua Escura, pelo Coletivo Periféricas

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    No sarau do bosque também tivemos o prazer de conhecer algumas mulheres do img_4896coletivo periféricas (um coletivo formado por mulheres negras, da periferia de recife, do bairro Ibura r11), e que no sarau facilitaram uma roda de conversa sobre a hiperssexualização da mulher na literatura, como também uma apresentação de dança afro de uma pré-adolescente empoderadíssima. No sarau elas fizeram um convite para o evento que elas estavam organizando em sua comunidade (Cine Rua Escura).

    Fomos para esse evento em seis pessoas, somar nessa luta feita por feministas negras, periféricas e com um posicionamento bem crítico em relação a partido. img_4893Como já tínhamos como ação política fazer a divulgação do “vote nulo ou não vote”, por meio do lambe, apresentamos esse material para o coletivo para saber se elas concordavam em fazer os lambes, aquela velha história de saber entrar e sair dos lugares que podemos e desejamos construir algo. Não só aceitaram como também fez daquela proposta de ação tornar parte do evento, isso nos gerou muita animação, em perceber a abertura delas por ideias anarkas. A reflexão que fizemos foi de que não devemos ter medo de propor uma proposta anarka em qualquer lugar que nossos pés pisam.

    Desejamos vida longa ao coletivo periféricas!!!

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    Natal: Feirinha de Materiais Anarquistas

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    No dia 26 de agosto Rolou a Feirinha de Materiais Anarquistas em Natal/RN e iniciou no final de tarde em uma praça bem conhecida a Praça Vermelha, foi umaimg_4913parceria entre a Cordel Anarquista e individualidades anarquistas que tem organizado outras atividades durantes os últimos anos em Natal (Rupturas Libertárias, Mostra de Filmes Punks e Anarquistas, etc).

    No evento rolou escambo de Materiais (zines, livros e vinis), atividade prática com as crianças (oficina de massinha com farinha de trigo) , Rango Vegano, lançamento e roda de conversa sobre os zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas, img_4926além da 14º Banquinha Anarquista – A Propriedade é um Roubo. Antes da Feirinha fizemos uma pequena panfletagem no centro da cidade do Vote Nulo ou Não Vote, e percebemos que se houvesse maior debate sobre o boicote as eleições teria uma adesão gigante. Durante a semana também colamos lambes no centro da cidade em companhia de um compa de Natal.

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    Foi muito bom reencontrar companheirxs de luta que mesmo com todas as dificuldades da nossa cena ainda continuam fortalecendo a luta Acrata, e também conhecer pessoas novas que faz com que nossa esperança esteja sempre viva.

     

     

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    Obstáculos a serem ultrapassados

    Em anos anteriores a Cordel já havia participado de atividades nessas duas cidades (2013- Feira Libertária – Recife/PE, 2013/2014/2015 -Rupturas Libertárias – Natal/RN), e o que avaliamos é que nesses últimos anos principalmente apósimages-duckduckgo-com diversos casos de machismo dentro de coletivos e entre individualidades anarquistas, percebemos que está havendo um afastamento das pessoas não só da cena, mas do anarquismo, associando o machismo a ideologia anarquista, e essa realidade não é somente em Recife e Natal, mas está acontecendo em diversos lugares. O maior empoderamento das mulheres e o enfrentamento ao machismo que deveria ser cada vez mais fortalecido em nossa cena, tem sofrido uma grande resistência por parte daquelxs que são o foco das críticas, os homens, e essa falta de auto critica tem afastado de nosso movimento todxs que são xs que mais sofrem com o machismo, as mulheres, pessoas trans, gays, queer e outros corpos não normativos. É necessário que todxs nós ampliemos esse debate/desconstrução não somente para as reuniões e assembleias mas para o nosso cotidiano, e tal como o capitalismo e o Estado que o machismo também seja repudiado em nossos discursos e práticas.

     

    Seguimos construindo e fortalecendo redes Anarquicas!!!

     

     

  • [Aracaju/Se] Laricaço Solidário + Sarau Na Casinha – Ocupação-Resistência E Residência

    [Aracaju/Se] Laricaço Solidário + Sarau Na Casinha – Ocupação-Resistência E Residência a Cordel Anarquista estará somando na mesa sobre políticas de ocupação, quem estiver em Aracaju é só colar, é nesse domingo dia 04/09 a partir das 16:20.laricaço

    Link do evento no fachobook: https://www.facebook.com/events/1066637603450797/

  • Feirinha de Materiais Anarquistas em Natal/RN

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    Continuando esse mini tour subversivo pelo nordeste além de Recife/PE dia 19/08 a Cordel Anarquista também somará suas forças com a galera anarquista de Natal/RN que organizará uma movida bem legal por lá a “Feirinha de Materiais Anarquistas” que além de outras atividade a Cordel estará lançando os Zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas através da Banquinha Anarquista A Propriedade é um Roubo, além de facilitar uma roda de conversa sobre o assunto dos zines e a importância dos zines para a comunicação anarquista.

    Vai ser dia 26/08 na sexta feira a partir das 16:00 na Praça Vermelha em Natal/RN.

    Link do Evento no Fachobook : https://www.facebook.com/events/1146853865388175/?notif_t=plan_user_associated&notif_id=1471486806718318

  • 13º Banquinha Anarquista: A propriedade é um Roubo em Recife

    13 Banquinha anarquista #recife

    A Cordel Anarquista nas pŕoximas duas semanas realizará algumas atividades em Recife/PE e Natal/RN com o intuito de nos articular e fortalecer a cena regional.

    Na sexta do dia 19/08 estaremos nos juntando com o pessoal do Sarau do Bosque edição Histéricas, para organizar a 13º Banquinha Anarquista: A proriedade é um Roubo.

    Nessa banquinha além da distribuição de materiais anarquistas ainda vai rolar:

    +Lançamento dos Zines: Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas

    Link dos Zines para Baixar:

    Cordel Anarquista #1

    Bruxas Anarkas #1

    +Roda de Conversa sobre: os temas dos zines e a Importância do zine na comunicação anarquista.

    Confira AQUI e participe da programação do Sarau do Bosque.

    OBS: Em breve divulgaremos a atividade que vai rolar em Natal/RN

    Viva a Imprensa Anarquista!!!!

  • Existe movida no agreste sergipano sim!!

    Existe movida no agreste sergipano sim!!

    Todxs sabemos as dificuldades em se construir coletivos ou mesmo ações que caminhem cada vez mais para a autonomia de nossas vidas, e esse desafio existe em qualquer lugar, seja nas grandes cidades ou em pequenas, mas é claro que nas cidades do interior essas dificuldades aumentam e muito, porque enquanto nas grandes cidades as dificuldades são em relação as vivências e aos consensos, nas cidades menores as dificuldades são em encontrar pessoas que tenham pelo menos um mínimo de afinidade com aquilo que acreditamos. 
    Muitas vezes utilizando de um pré-conceito, de que as coisas (politicas, culturais…) só acontecem nas capitais,   a primeira conclusão que somos condicionadxs a chegar quando pensamos em uma cidade do interior é que dificilmente há pessoas que são contrárias aos valores  conservadores existentes, mas quando seu contato com essa realidade aumenta e suas relações se ampliam, você se depara com pessoas e mentes que demonstram ser  criticas a alguns aspectos desse modelo conservador, e acreditamos que há um potencial nessas pessoas para construir relações com base em práticas libertárias. É nesse pensamento que a “Oficina faça você mesmx” foi construida.
    Aconteceu nessa terça-feira dia 8 de março a 1° Oficina Faça Você Mesmx – Stencil”, na cidade de Campo do Brito/SE, que fica no agreste sergipano, a proposta da oficina é que fosse realizada na principal praça da cidade e que fosse com a juventude que anda de skate.
    Além da oficina também foi distribuido o livreto “Para Mudar Tudo”, e conversarmos um pouco sobre os principios de não opressão (sem machismo, racismo e violência de qualquer espécie). Ficou a proposta e a vontade que aconteça outros encontros e oficinas.
     
  • Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Por: Saruê, Espectro, Mano

    Relato do 2º Ato Contra a Tarifa

    Foto Espectro
    Hoje, dia 23 de Janeiro, com a persistência do aumento da passagem de ônibus, ocorreu em Salvador o 2º Ato Contra a Tarifa, puxado pela Frente Tarifa Zero.
    Foto Saruê
    O ato foi marcado para as 16:00 na Praça do Campo Grande, em frente ao TCA. Por volta das 16:30, haviam cerca de 25 pessoas no local. Essas, começaram a puxar uma batucada junto com os gritos de ordem para dar inicio a agitação.
    Foto Saruê
    Após a batucada, foi realizada uma assembléia com cerca de 45 pessoas, para decidir o que fazer:
    Primeiramente foi feita uma panfletagem com as pessoas que estavam no ponto de ônibus e ocupando a pista durante o sinal vermelho para puxar gritos de ordem e fazer a panfletagem também com os buzús que paravam no sinal.
    Foto Saruê
    Em seguida, foi dada uma volta na praça, por volta das 18h finalizando no centro da praça do campo grande, onde ocorreu um encontro com o grupo de Teatro Anexu’s, que fazia ali uma intervenção artística com uma encenação que tinha como alvo a mídia e suas manipulações. Nesse momento as pessoas que estavam no ato se voltaram à encenação, agregando também os jovens que se encontram comumente na Praça Campo Grande. 

    Foto Saruê
    Foto Saruê

    Haviam tochas queimando no chão que estavam sendo usadas na apresentação, o que motivou a colocar fogo também em uma catraca que o Tarifa Zero utilizou como símbolo da comercialização do transporte público dentre outros setores. Algumas pessoas chegaram a pular a catraca em chamas. Com toda essa movimentação foi possível observar alguns guardas municipais próximos, mas se mantiveram apenas observando e não interferiram diretamente no ato.

    Rearticular a luta autônoma é preciso.
    Foto Saruê
    Desde 2003 após a revolta do buzu, o movimento passe livre ou contra a tarifa tem sofrido um desgaste muito grande, onde aqui destacamos duas questões principais: uma a pelegagem partidária, entre elas as principais PT e PCdoB (as mesmas responsáveis em vender o movimento em 2003) com suas juventudes (JPT e UJS) que todos os anos entram no movimento com o objetivo de desmobilizar e também obter espaço dentro de secretárias, e a outra questão se refere a uma autocritica, que se ignorássemos seriamos injustxs, que é a responsabilidade dxs próprixs lutadorxs autonomxs nesse processo, que ao se afastar das escolas e dos espaços de luta popular isso também acarretou no distanciamento dxs secundaristas/trabalhadorxs, que foram xs protagonistas da luta em 2003, e também por esse motivo o movimento a cada ano passou a ter em sua maioria a presença dxs estudantes universitárixs e antigxs lutadorxs.
    Mesmo com as demandas que são postas pela burguesia/estado temos que ter em vista a conjuntura de luta presente em salvador/ba, e buscarmos principalmente fortalecer a luta autônoma, tendo em vista que a relação com xs partidos, seja governistas ou ditos de esquerda historicamente nos mostrou que é uma relação em que muitas vezes os objetivos finais são opostos. E para fortalecer essa luta é imprescindível o retorno aos trabalhos de base já tentando construir desde o inicio relações autônomas e libertárias, que talvez não será fácil, mas serão duradouras, não só para a luta contra a tarifa mas as lutas populares em geral.
    Força para todxs que buscam construir a luta libertária em Salvador e em todos os cantos!!!!

  • Relato do Evento “Comida, não Tiros”

    Relato do Evento “Comida, não Tiros”

    Relato do evento “Comida, não Tiros”
    Contrariando todas as previsões do tempo felizmente na manhã do dia 20 de dezembro não choveu, não que somos contrárixs a chuva, mas que nesse dia várias pessoas estavam envolvidas para fazerem uma linda atividade em praça pública, na cidade de Camaçari/BA (região metropolitana de $alvador/BA) e tinha como objetivo a propaganda e a formação dxs que ali estivessem.

    Como tudo começou

    Foi através de um contato que tivemos com xs companheirxs do Coletivo Maria Baderna (que entre sua maioria são estudantes secundaristas do IFBA) que estiveram presentes em duas atividades que organizamos, na 10º Banquinha Libertária A Propriedade é um Roubo e também no Ciclo de Debates Libertários, e foi ai que nos disseram que iriam organizar uma atividade na praça de Camaçari, e logo nos interessamos em levar a banquinha desse mês para lá, e durante a semana também recebemos o convite de intermediar uma roda de conversa sobre anarquismo, na qual aceitamos com bastante alegria.

    Chegando em Camaçari

    Combinamos com algumas pessoas de $alvador em se encontrar na estação da Lapa as 07:00 e irmos juntxs para o evento que estava marcado para as 09:00, após uma viagem de uma hora e meia chegamos, e fomos recebidxs por integrantes do Coletivo Maria Baderna na rodoviária e nos levaram até a Praça Abrantes, no centro de Camaçari. 
    Chegando lá já estava pronta a banquinha de comida vegana gratuita e também algumas faixas e cartazes, e fomos logo montar a nossa Banquinha Libertária a Propriedade é um Roubo (materiais libertários e anarquistas gratuitos), tudo em um clima muito amistoso e receptivo.

     11º Banquinha Libertária – A Propriedade é um Roubo

    Para essa banquinha especial, e que também era a última do ano preparamos livros, textos e zines de diversos coletivos e temas, foi a banquinha que imprimimos mais materiais de todas as outras banquinhas, tudo para ser pego gratuitamente, buscando construir relações para além do capital. Teve uma dinâmica bem interessante, pois algumas pessoas que participavam do evento se colocaram espontaneamente para distribuir e falar da proposta da banquinha para a população que ali passava. A banquinha esteve presente durante o evento todo, onde além das pessoas que estavam no evento a própria população que ali passava também buscavam os materiais de sua preferência.

    Sarau Libertário
    A primeira atividade do evento foi o sarau, e quem abriu foi xs companheirxs do Coletivo Maria Baderna, com poesia e músicas, e logo depois outras pessoas também se colocaram a declamar poesias e também cantar músicas, tudo aos olhares da população que ali passavam, algumas de passagem com suas compras se deparavam com essa atividade anarquistaacontecendo e que nada lembrava esse período de consumismo natalino; outras se sentiram convidadas/motivadas para entrar na roda.
    Distribuição Gratuita de comida vegana para a população


    Durante todo o evento esteve presente uma mesa com salgados, bolos, frutas, tudo vegano e gratuito, e durante os intervalos de cada atividade xs participantes passavam com as bandejas de comida vegana pela praça distribuindo para a população e também informando que aquela alimentação não havia nada de origem animal, um gesto de propaganda pela prática sobre o veganismo.

    Rodas de Conversas

    Todas as rodas de conversas foram feitas de forma autogestionária, sem mesa ou pessoa que coordenava as ordens das falas ou mesmo dizia qual caminho que aquela conversa deveria seguir, ou seja deixando todas as pessoas com a liberdade de falarem o que quiserem se caso tivessem interesse.

    Na primeira roda de conversa foi com o tema veganismo, e quem intermediou foi uma pessoa do Coletivo Maria Baderna, que leu um ótimo texto tratando das diversas questões que envolvem o veganismo e fazendo duras críticas no que condiz a ditadura da carne e suas consequências. Após isso houveram diversas intervenções, que buscavam tanto complementar o debate que estava posto como também tiravam dúvidas sobre questões que são tão pouco discutidas em diferentes espaços tanto anarquistas como não anarquistas.

    A segunda roda de conversa foi com o tema anarquismo, e quem intermediou foi uma pessoa da Rádio Cordel Libertário, que iniciou a conversa falando da origem da palavra anarquia, anarquista, anarquismo, e as diferentes correntes do anarquismo, mostrando assim a pluralidade existente no anarquismo, e que essa seria a riqueza dele. Após isso falou um pouco de alguns teóricos e livros clássicos do anarquismo, e em seguida sobre o anarquismo no brasil desde o anarco-sindicalismo até xs anarcxpunks. Durante esse bate papo também houveram diversas intervenções, algumas um pouco acaloradas, mas todas de forma bem respeitosa.
    Já a terceira e última roda foi sobre transfeminismo e quem intermediou foram duas mulheres trans, uma delas do Coletivo Maria Baderna, e a outra pessoa também uma ativista na luta trans. Esse foi um bate papo mais de dúvidas das pessoas que ali estavam do que comentários, devido a falta de espaços que debatam esse tema, mas nem por isso deixou de ser rico, pelo contrário, pode se entender muita coisa que envolve o debate e a vida das pessoas trans, tanto institucionalmente, com o e$tado criando diversas barreiras para que uma pessoa trans possa viver da forma que deseja, seja por exemplo na escolha de seu próprio nome social, e também nos hospitais, não respeitando as escolhas que essas pessoas fazem, como também foi falado sobre o transfeminismo e feminismos, e como ambos se relacionam.
    Encerramento ou até a próxima

    Após a conversa sobre transfeminismo foi feito uma roda de conversa para que cada pessoa pudesse falar sobre as suas reflexões de como foi o evento e o que sentiu, e pode se verificar nas falas a importância que foi esse evento para muitas pessoas e sobre a necessidade de que mais momentos como esse pudesse acontecer.
    E que venha o próximo……..
  • Ciclos de Debates Libertários: Gestão de Espaços Autônomos

    Ciclos de Debates Libertários: Gestão de Espaços Autônomos

    Para esse Ciclo de Debates Libertários a Cordel Libertário convida xs individuxs e Coletivxs libertárixs e anarquistas a estarem presente para debater um tema de grande importância para a prática anarquista, que é a Gestão de Espaços Autônomos, e para contribuir para esse bate papo estará conosco companheirxs que fazem parte do Coletivo Anarquista Ativismo ABC (Gestor da Casa da Largatixa Preta de Santo André/SP), que produziram o zine “Gestão de Espaços Autônomos” que conta a experiência de 10 anos na gestão da Casa da Largatixa Preta.

    Para quem tiver interesse em baixar o zine https://we.riseup.net/assets/199369/zine2ªedição.pdf.
    Por isso quem se interessar pelo tema é só chegar e somar nesse debate!!!
    OBS: Para que ninguém fique perdidx no dia devido a quantidade de pessoas que colam na praça de sexta feira, estaremos no centro da praça do lado das estatuas.
    https://www.facebook.com/events/403284623154664/?ref=22
  • Fotos da 10ºBanquinha Libertária A Propriedade é um Roubo

    Fotos da 10ºBanquinha Libertária A Propriedade é um Roubo

    E la se foi mais uma Banquinha Libertária – A Propriedade é um Roubo, aproximando as idéias e práticas anarquistas para o dia dia do povo, buscando desconstruir cada vez mais aquilo que a classe dominante e algumas correntes de esquerda construiram ao longo de tantos anos, fazendo as pessoas temer e odiar o anarquismo.
    Além disso nessa Banquinha também pudemos colocar em prática o Apoio Mútuo, divulgando o projeto Ciclo Vida, e também arrecando recursos para essxs companheirxs tão guerreirxs.
    E até a proxima banquinha….