Autor: cordelanarquista

  • [Rússia] Apoio para Irina Lipskaya, anarquista e antifascista presa em Moscou

    7 de junho de 2013, a prisão de Irina Lipskaya foi prolongada até o dia 2 de outubro. Ela foi presa no dia 2 de julho de 2012, portanto, agora Irina já passou mais de um ano na prisão sem julgamento! O aprisionamento de Irina foi prolongado em função de declarações duvidosas de suas alegadas “vítimas” que ainda não haveriam tido contato com os resultados da investigação.

    Irina é acusada de participar de um assalto armado contra um concerto nazista em um clube de Moscou chamado “Barrikada” no dia em que foi presa. Ela foi acusada de três crimes, incluindo “vandalismo, cometido por um grupo com intenção preliminar” e “envolver menores em crime de ódio”, visto que uma das pessoas presas tinha 17 anos de idade no momento da prisão.

    Irina foi presa alguns dias após concluir sua graduação em Jornalismo na Universidade do Estado de Moscou (em anexo uma imagem dela durante a sua diplomação). Ela precisa de cuidados médicos para sua mão, pois foi esfaqueada por nazistas durante uma briga no dia 1º de Maio de 2011, mas em detenção preventiva ela não pode receber assistência médica apropriada.

    Durante a sessão do Tribunal sobre a detenção preventiva no último dia 27 de junho, Irina foi forte e mostrou que o sistema não irá esmagá-la. Ela também não precisa de ajuda material. Porém, apoio moral é necessário, um ano inteiro de prisão preventiva é difícil para qualquer um e durante a investigação ela já foi traída por antigos camaradas.

    Você pode escrever para Irina no seguinte endereço:

    Irina Antonovna Lipskaya, k. 308
    SIZO-6 “Pechatniki”
    Ul. Shosseynaya 92
    109383 Moscou – Rússia

    Mas lembre-se que cartas em inglês são raramente aceitas nas prisões russas, então se você não tiver como escrever em russo (por exemplo, utilizando frases simples e traduzindo-as através do programa de tradução do google) apenas mande fotos e cartões postais.

    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    girassol
    a luz da manhã
    a menina dos olhos dança

    Fred Maia

  • [França] “Semana Pela Libertação Animal” em Notre Dame des Landes

    [Entre os dias 5 e 11 de agosto, acontece a “Semana Pela Libertação Animal“, na ZAD, em Notre Dame des Landes. Na programação do evento, encontros, conversas, debates, oficinas, concertos…]

    Apresentação:

    Em toda parte do mundo e a cada dia, milhões de animais não humanos de todas as espécies sofrem e morrem para satisfazer as necessidades da humanidade. Isso é o que chamamos de exploração animal.

    O capitalismo moderno já está bem compreendido – ele que foca nessa exploração – assim como os sofrimentos que ele engendra a um nível jamais alcançado, através da produção de carne, leite, ovos, couro e mel, experimentação em animais de laboratório, ou o aniquilamento puro e simples de ecossistemas e de seres que aí vivem. Todas essas práticas têm por meta aumentar os lucros das classes dirigentes, permitindo manter em atividade o modo de vida de uma grande parte da população mundial, particularmente nos países ricos, que dependem dos produtos animais.

    E é raramente, mesmo no cerne dos movimentos anarquistas e anticapitalistas, que a questão da opressão sobre os animais é abordada. Nós, grupo de indivíduos anticapitalistas e antiautoritários, estamos convencidos de que a emancipação dos humanos não faz sentido se não acompanhar a emancipação de todos os seres vivos. Nós não pensamos que os animais não humanos nos são inferiores, nem que é legitimo os fazer sofrer, por qualquer razão que for. Da mesma maneira que nós lutamos no cotidiano tentando acabar com o sistema de dominação capitalista, sexista, racista e outros, nós queremos lutar para dar uma chance aos animais de viver sem assassínio, doença nem tortura.

    Não pensamos que a solução seja a reforma do sistema de exploração animal para torná-lo suportável. Não reclamamos jaulas maiores para as galinhas, mas a supressão das jaulas e das indústrias que as usam. A libertação animal é, aos nossos olhos, uma necessidade ética que nenhum interesse pecuário colocará em prática. De qualquer maneira, não temos as soluções prontas: o veganismo a nível individual, o fato de não consumir nenhum produto de exploração animal, não é claramente em si uma solução para o problema global.

    Muitos de nós vivemos e lutamos na ZAD [Zona de Desenvolvimento Reduzido, dito doutro modo Zona a eliminar], lugar de luta contra um aeroporto, mas também contra o mundo capitalista que ele engendra. Aqui, milhões de animais são ameaçados pela concretagem, mas nesse momento já existem milhões de cabeças de gado que vivem aqui doentes, condenados à morte quando estiverem próximos da maturidade. Muitas pessoas que participam dessa exploração são, portanto, habitantes que lutam aqui mesmo contra o mesmo inimigo que nós, alguns há muito mais tempo. Tudo que renda luta contra a exploração animal é ainda mais atual aqui do que em outras partes, mas igualmente difícil de manejar no meio de um movimento que recusa essa ser uma dominação a destruir. Pensamos por isso que aqui há muito por construir nesse aspecto, na luta que parece ter aberto uma brecha na França sobre a questão animal e da natureza.

    Por isso, convidamos à ZAD, de 5 à 11 de agosto, todas as pessoas interessadas na questão animal e que se reconheçam nos princípios antiautoritários. Amaremos fazer dessa semana um espaço de encontro de pessoas envolvidas ou desejosas de se envolver com as bases radicais de luta pelos animais, mesmo que num espaço de debates sobre a exploração animal em geral e no seio das lutas sociais, na ZAD e em outros lugares.

    Mais infos e a programação:


    Tradução > Tio TAZ

    Notícia relacionada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    A fogueira branca
    dos vagalumes parece
    um baile de estrelas.

    Oldegar Franco Vieira
  • [Grécia] Ataque fascista contra casa de imigrantes em Tavros


    “Ataque fascista contra uma casa de imigrantes em Tavros pelos brutamontes da Aurora Dourada”, é o que descreve o movimento “Unidos Contra o Racismo e a Ameaça Fascista” (KEERFA).

    O comunicado relata:

    “O ataque ocorreu sexta-feira a noite, quando 6 fascistas invadiram uma casa de imigrantes quebrando a janela. Em um primeiro momento, fingiram ser policiais e exigiram “papéis” (documentação), mas quando os imigrantes pediram por um carro de patrulha policial para dar assistência, os fascistas começaram a cometer uma série de abusos e espancamento contra eles, dizendo fazer parte da Aurora Dourada.

    Após o espancamento, roubaram papelada relativa à trabalho, pequenos objetos eletrônicos e uma pequena quantia em dinheiro. Tudo isso, com os vizinhos pasmos observando. Quando os imigrantes reconheceram dois dos agressores, então resolveram fugir.

    Chamamos aos coletivos, sindicatos e atores locais para denunciar este crime racista contra trabalhadores imigrantes.

    Nós denunciamos os atos racistas dos brutamontes e assassinos da Aurora Dourada que tentam aterrorizar o movimento dos trabalhadores. KEERFA, em conjunto com o bairro, irá responder com mobilização coletiva para que possamos isolar as táticas homicidas dos grupos fascistas.”

    Tradução > Malobeo

    Notícias relacionadas:

    agência de notícias anarquistas-ana

    Girando em cores
    Sobe a bolha de sabão
    – Gritos também sobem.

    Mary Leiko Fukai Terada
  • [Uruguai] 2ª Feira do Livro Anarquista acontece neste final de semana em Montevidéu


    [A segunda edição da Feira do Livro Anarquista estará acontecendo no próximo final de semana, 3 e 4 de agosto, no Centro Social “La Solidaria”, em Montevidéu. Além das banquinhas de livros, a programação do evento contará com palestras, encontros, música, almoço… Em anexo segue o programa completo da Feira do Livro.]

    Apresentação:

    A Feira do Livro Anarquista é outro espaço de fortalecimento, mas não qualquer espaço de fortalecimento.

    As práticas anárquicas – o viver livre, em reciprocidade, solidariedade, com o apoio mútuo e compreensão – estão apenas na prática.

    Praticar, enfatizar, pensar o livre é fazê-lo. E é para fazê-lo aqui e agora, para projetar à frente que a feira do livro existe.

    Acontecem em dois dias, várias palestras e debates relacionados a conflitos sociais atuais e passados. Para quê? Para impulsionar a luta atual contra o capital, o Estado e toda autoridade.

    Assim, então, um olhar crítico sobre as diversas insurreições que se iniciaram a nível mundial, as passadas, presentes e as por virem. Haverá também palestras, memórias para lutar, a partir de diferentes conflitos sociais no território e várias tentativas de refletir sobre alguns dos conceitos-chaves que precisamos para transformar o mundo do domínio.

    Além disso, durante os dias da feira haverá diversos encontros para reunir os distintos projetos que acontecem para o fazer livre e autônomo.

    A feira contará com bancas de livros, materiais antiautoritários e espaços de reunião.

    Com estas palavras, convidamos a todas as pessoas livres, antiautoritárias, rebeldes, refratárias e com boas intenções para participar e compartilhar estes dois dias de um espaço destinado a uma vida mais plena, onde cada indivíduo pode desenvolver-se ao máximo.

    Na feira anarquista, como de costume nos espaços livres, não haverá lugar para qualquer expressão de poder, nenhuma expressão autoritária. Em vez disso, se buscará fortalecer a mentalidade, a solidariedade, o desejo de aprender-ensinar a viver em liberdade.

    A anarquia não só é possível, é inevitável.


    Notícia relacionada:

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    A chuva caindo
    é cantiga de ninar
    nas telhas de barro.
    Fausto Rodrigues Valle
  • [Grécia] Segunda passeata antifascista de motos em Preveza

    Em 26 de julho, sexta-feira, foi realizada no município de Preveza (noroeste da Grécia) a segunda passeata antifascista motorizada organizada pela Assembleia Antifascista da cidade. Mais de 40 pessoas (a cidade tem pouco mais de 20.000 habitantes) em motos desfilaram pelas ruas da municipalidade, percorrendo vários bairros do centro da mesma. A passeata passou por um local fascista e pela Delegacia da cidade.

    A passeata foi particularmente combativa. Durante a manifestação foram gritados vários slogans antifascistas, anarquistas e esquerdistas. Além disso, a segurança do ato foi muito eficaz. A polícia só apareceu uma vez, acompanhando a passeata por um momento.

    A atitude e as reações das pessoas da cidade foram, em linhas gerais, positivas. Muitas pessoas aplaudiram os manifestantes, enquanto outras levantavam o punho quando a passeata passava em frente de suas casas ou no local onde estavam no momento. Os organizadores da passeata antifascista motorizada advertiram sem falsas ilusões de que nem todas essas pessoas são antifascistas, no entanto, foi dada uma resposta ao fascismo e os seus amos, os capitalistas.

    Nos folhetos em uma das fotos em anexo, diz: “Nossos avós refugiados, nossos pais imigrantes, nós fascistas?” e “Nem em Preveza ou em qualquer outro lugar. A esmagar os fascistas em todos os bairros”.

    Fotos:


    agência de notícias anarquistas-ana

    urubus desenham
    no teto cinza da tarde
    lentas espirais

    Zemaria Pinto
  • [Canadá] 8ª Feira do Livro Anarquista de Victoria e Festival da Anarquia

    [A seguir, chamada para participar da oitava edição da Feira do Livro Anarquista de Victoria, que será realizada nos dias 14 e 15 de setembro; e do Festival da Anarquia, que acontece de 5 a 14 de setembro, também nesta cidade canadense.]

    Estamos contentes em anunciar a oitava e anual Feira do Livro Anarquista de Victoria, que irá ocorrer em Território Indígena Coast Salish em Victoria, Columbia Britânica. A Feira do Livro é para anarquistas e não anarquistas, com participantes de toda a América do Norte e além. A programação inclui mesas de livros e informações, oficinas, leituras, filmes, apresentações, e muito mais!

    A Feira do Livro sempre inclui oficinas relativas a uma ampla variedade de assuntos. Procuramos introduzir o anarquismo ao público, promover diálogo entre diversas tradições políticas, e criar espaços radicais, inclusivos e antiopressão. Participantes de diferentes ideias, práticas e tradições são bem-vindos.

    Nossa temática este ano é Eco-Defesa. Nosso objetivo é destacar diversos problemas ambientais e os movimentos de resistência que se formaram contra eles. Da derrubada de árvores antigas até desenvolvimento petrolífero e mineração, iremos analisar a extração de recursos de uma perspectiva anticapitalista e anticolonial. Iremos explorar como os indígenas e as populações colonizadoras podem dividir responsabilidades pelos desafios iminentes. Objetivamos também ir além da crítica e projetar caminhos criativos na direção de curar o planeta.

    Enquanto membros do coletivo Anarchy 101, requisitamos a presença de historiadores do anarquismo e teorias radicais associadas. Também visamos providenciar uma mistura de oficinas que mostram a largura das questões e a diversidade de opiniões dentro do anarquismo.

    Portanto, estamos procurando apresentações sobre colonialismo, descolonização, gênero, sexualidade, raça, invalidez, segurança alimentar, espiritualidade, feminismo, luta de classes, miséria e sem-teto, libertação animal, primitivismo, DIY (Faça Você Mesmo), militância, pacifismo, anarquismo na prática – assim como tópicos que conectam qualquer número destes mencionados. Pode ser uma apresentação prática, demonstração participante, discussão de painéis, discussões facilitadas, e tudo que estiver nas entrelinhas – se você tem uma ideia de oficina, queremos ouvi-la!

    Por favor, consulte nossa Declaração de Princípios antes de enviar sua proposta.

    O prazo limite deste ano foi estendido até dia 31 de julho.

    Festival da Anarquia

    Além da Feira do Livro, o Festival da Anarquia irá ocorrer durante a semana precedente (5 a 14 de setembro), com diversos eventos de temática ácrata ocorrendo em diferentes locais em Victoria. Você pode propor qualquer tipo de evento ou atividade: o único limite é sua imaginação.

    Os eventos do Festival da Anarquia são organizados autonomamente à Feira do Livro e, enquanto tal, os locais são de responsabilidade dos Organizadores do Evento – Você!

    O Coletivo da Feira do Livro atua enquanto um foco de promoção e coordenação destes eventos. Nos dedicamos a ajudar e promover eventos de festivais autônomos da melhor forma possível através dos programas de zines e sites.

    Se você se interessa em nos contatar para promover seu evento, por favor, providencie um título e uma pequena descrição do seu programa até dia 31 de julho de 2013, para que possamos incluí-lo no nosso zine e no nosso site.

    Recomendamos fortemente que os eventos do festival NÃO sejam programados para ocorrer durante as horas de realização da Feira do Livro. De modo geral, entrar previamente em contato com o Coletivo da Feira do Livro sobre agendamento de datas antes da nossa sugestão de limite para submissão de propostas é uma maneira útil de garantir o menor número de eventos conflitantes.

    Mais infos:


    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    O ipê florido,
    Perdendo todas as folhas,
    Fez-se uma flor só.

    Afrânio Peixoto
  • [Rússia] Centro Social Cultural inicia suas atividades em Sevastópol


    Comunicado:

    O Centro Social Cultural é um espaço livre do Estado e das outras instituições hierárquicas, que procura viver e divulgar os princípios de autogestão, apoio mútuo e criação livre.

    Na primavera de 2012 xs anarquistas de Sevastópol encontraram um prédio abandonado, praticamente no centro da cidade. Pela decoração e alguns objetos encontrados lá dentro, entendemos que esta casa pertencia à marinha. Entendemos, também, que o destino desta casa era de servir aos interesses de pessoas livres.

    Por causa da ausência de recursos, a ocupação da casa foi adiada para um período indeterminado.

    No final de julho de 2013, um grupo de anarquistas de várias regiões da Rússia e da Ucrânia iniciaram a ocupação do imóvel.

    Xs ocupas limparam o quintal interno e alguns espaços dentro da casa. Por enquanto, instalamos a rede de esgoto e botamos a cozinha para funcionar.

    O projeto tem um grande potencial, mas sentimos falta de recursos e, principalmente, precisamos de mais ativistas. Portanto, conclamamos todxs xs ativistas libertárixs a participar deste projeto. Toda força e todo apoio são bem-vindos. Existem várias maneiras de apoiar a ocupação:

    • Indo para Sevastópol e participando do coletivo do Centro Social Cultural;

    • Realizando atividades, exposições, conferências, discussões no espaço ou em apoio a este;

    • Ajuda material (objetos que podem ser usados no espaço – móveis, utensílios de cozinha, ferramentas etc.);

    • Decorando o espaço do Centro Cultural Social;

    • Divulgando as informações.

    Esperamos pelo apoio.

    Se quiserem participar deste projeto, escrevam para: sev.squat@gmail.com. Colocando seu nome (ou pseudônimo), cidade, alguma informação sobre você e como quer ajudar ao projeto.

    Coletivo do Centro Social Cultural

    Tradução > A vagalume

    agência de notícias anarquistas-ana

    No céu cintilante
    mil vaga-lumes brincando:
    mil sonhos vagando

    Aída Godinho
  • [Grécia] Fascistas picham muros de okupa em Atenas


    Comunicado:

    Na terça-feira, 23 de julho, alguns fascistas passaram em frente ao prédio da okupa Prapopulu, no bairro de Jalandri, em Atenas, e pela segunda vez picharam a parede exterior do imóvel, pegaram uma faixa que estava pendurada nas grades e fugiram. Como são uns brucutus covardes, acreditam que tais ações nos assustam.

    A okupa foi incendiada no passado, sofreu detenções preventivas de seus membros e ameaças, no entanto está firme neste lugar e continuará firme. Qualquer ação como esta nos une e nos fortalece cada vez mais. A relação que existe entre nós, os laços que temos com o bairro há 7 anos e nossa ação política e social não pode ser eliminada com a intimidação e arrogância.

    Apelamos a todos os antifascistas do bairro, e não só para estar em alerta. O terrorismo não passará; a luta contra os fascistas, a fascistização e o totalitarismo moderno crescerá e vai se intensificar por todos os meios, onde e quando sirva a cada um deles.

    Não mais passividade e neutralidade. O Estado já soltou os seus asseclas para reprimir todos aqueles que resistem, a qualquer voz diferente. Não temos medo, somos teimosos para continuar nossa luta.

    Resistência, Solidariedade, Auto-organização

    Okupa Prapopulu

    Notícia relacionada:


    agência de notícias anarquistas-ana

    saúda o dia
    no horizonte a chuva
    bons ventos em flor

    Rita Schultz

  • [Itália] Milão: um espaço de extrema-direita queimado por audaciosos noctívagos


    15 de julho de 2013

    “Essa noite, um atentado destruiu quase que completamente um espaço do Lealtà e Azione, em Milão. Mas como se pode pensar que o fogo pode parar o curso de um rio?”, eis o que foi escrito numa página do facebook por membros do movimento de extrema-direita que divulgaram a informação nas redes sociais do ato de vandalismo contra sua sede, situada na via Govone, nº 35. Eles se mudaram para lá em 20 de abril deste ano.

    A polícia foi acionada de madrugada pelos moradores do imóvel vizinho. Por volta das 4 horas da madrugada, duas pessoas mascaradas entraram no pátio, quebraram uma janela e entraram no local, e fugiram de bicicleta. Pouco tempo depois, ocorreu uma explosão e em seguida um incêndio. Os bombeiros encontraram calcinado um pé de cabra, uma lanterna e um cilindro de gás que causou a explosão.

    Não houve feridos e nenhum grupo assumiu a autoria da ação. “Toda solidariedade aos camaradas do Lealtà e Azione” [Lealdade e Ação], declarou Roberto Jonghi Lavarini, presidente do comitê do partido Destra [Direita] de Milão. “É exatamente por ser um espaço do Cuore Nero, o ódio e a violência da extrema-esquerda comunista e anarquista tenta, com esses ataques terroristas, impedir a direita (radical, social e identitária) de articular uma boa política sobre os territórios, entre as pessoas”.

    Fonte: mídia corporativa italiana

    Tradução > Tio TAZ

    agência de notícias anarquistas-ana

    pica-pau pinica
    na fenda da amendoeira
    o suco da vida

    Wagner Marim

  • [Canadá] Entrevista com Mel Bazil no 4º Acampamento Anual de Unis’tot’em de Ação


    Liberte as Pessoas, Defenda a Terra!

    Por Aaron Lakoff

    Mel Bazil é um indígena Gitxsan e homem de família Wet’suwet’en, ativista da independência indígena, e anarquista. Nos últimos anos, ele tem apoiado as barricadas do acampamento Unis’tot’en contra oleodutos e gasodutos ao norte da ocupada e inexorável “Colúmbia Britânica”. Desde 2010, o acampamento Unis’tot’en tem realizado ações diretas com êxito no sentido de prevenir que 7 empresas transportem óleo de betume das areias de piche de Alberta e gás natural de uma fratura hidráulica para a costa do Pacífico. O Unis’tot’en agora realiza um protocolo de anuência livre, preparatório e informativo, para todas as pessoas que procuram ter acesso à suas terras. Também construíram uma horta em permacultura e uma pit house [espécie de edifício primitivo cavado no chão] diretamente no caminho das tubulações em um inspirador exemplo de ação direta.

    Nesta entrevista, Mel fala sobre resistência indígena contra as indústrias extrativistas no território Wet’suwet’en, a concepção Wet’suwet’en sobre direitos, responsabilidade para defender a terra, e os perigos da compensação de carbono e das lutas “que não estão no meu jardim”.

    Nas palavras de Mel, “as tubulações se tornaram um canal para levantarmos nossa voz e independência. Mas nosso povo tem declarado nossa independência por muito tempo. Sentimos como se o seu impulso agora viesse com força. Existem mulheres desaparecidas e mortas ao longo da Ilha Tartaruga. Nossas crianças estão sendo removidas de suas casas. E segundo a lei canadense, continuam na expectativa de que nós devemos esperar. Mas a lei canadense é uma corporação”.

    De 10 a 14 de julho, o 4º  Acampamento Anual Unis’tot’en de Ação foi realizado em território Wet’suwet’en. O acampamento atraiu o apoio de mais ou menos 200 nativos e não-nativos para organizar, criar estratégias, e planejar ações contra as tubulações. Na abertura do encontro, membros da nação Wet’suwet’en cantaram uma canção de guerra para as companhias de oleodutos e gasodutos, assim como para o Estado canadense.

    Para mais informações, visite:


    Para baixar os arquivos da entrevista:

    Parte 1


    Parte 2


    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    Borboleta!
    Pousou na minha mão
    me viu e voou.

    Renata