Categoria: Outros

  • Programa: Não Vote, Lute #1

    Programa: Não Vote, Lute #1

    O “Voto Útil Anarquista”

    A Ilusão do Sufrágio Universal

    Um dos temas que mais diferencia a luta anarquista de outras correntes politicas principalmente a marxista, é o tema das eleições burguesas, que com raras exceções, a luta anarquista sempre priorizou a ação direta, sem hierarquia e autogestionária, e também na critica severa a qualquer esperança que o e$tado possa trazer benefícios para a emancipação plena do ser humano.

    Mas isso não quer dizer que foi algo fácil, ao contrário, em diversos momentos históricos xs anarquistxs foram pressionadxs a mudarem de posição devido a conjuntura politica eleitoral existente, mas, na maior parte das vezes a posição ácrata prevaleceu, e foi mantido a posição de execrar qualquer tipo de aproximação com o e$tado e suas armadilhas.

    Nesse exato momento no bra$il estamos vivendo novamente essa situação, um momento que nossos princípios estão sendo questionados, tanto por anarquistas como não anarquistas, colocando em nós a responsabilidade de eleger um dito “fascista”, com se todxs que estão ou que estiveram não fossem fascistas, e mais ainda, como se o e$tado por si só não fosse fascista.

    Diante da relevância desse tema a Rádio Cordel Anarquista depois de um longo período sem transmissões resolveu retornar com uma transmissão ao vivo, que será debatido as diferentes questões que envolve esse tema.

    Nessa transmissão teremos as seguintes participações:

    Idílio – Campinas/SP

    Integrante do Coletivo Fenikso Nigra

    Mano – Campinas/SP

    Rádio Cordel Anarquista

    QUANDO: 07/10/2018 Domingo
    HORAS: 14:00 (horário de brasília)
    Se você ficou interessadx não pode deixar de ouvir e participar!

    Faça Parte da Cordel Anarquista

    Faça parte desta Rede de Comunicação Anarquista divulgando a programação para sua lista de e-mails e para toda sua rede social, e também se tiver algum contato ou conhecimento de algum Coletivo/Movimento Anarquista existente, mande um e-mail para a Cordel, contribuindo assim de forma direta na programação e no fortalecimento deste meio de comunicação. O Coletivo Cordel Anarquista está aberto à novxs integrantes, quem tiver interesse entre em contato conosco.

     

  • Baixe o Áudio Greve Geral de 1917

    Baixe o Áudio Greve Geral de 1917

    Já está disponível para baixar o áudio do programa “Greve Geral de 1917 e COB: Anarco-sindicalismo Ontem e Hoje”, que realizamos dia 23/08/2017 e que contou com a participação de membros da COB do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Uma verdadeira aula da história do sindicalismo anarquista bra$ileiro. Para quem perdeu essa é mais uma oportunidade de conferir.

    Para baixar CLIQUE AQUI

  • Baixe o aúdio “Segurança Digital para Ativistas”

    Baixe o aúdio “Segurança Digital para Ativistas”

    Sabemos que quem mais tem sofrido o risco de repressão do e$tado tem sido aquelxs companheirxs que estão em enfrentamento direto com essa forças, e que na maioria dos casos são xs companheirxs libertárixs e anarquistas. Dessa forma é de extrema urgência que o debate sobre segurança seja discutido dentro de coletivos, okupas, organizações ou mesmo entre individuxs que não fazem parte de nenhum coletivo, mas que atuam isoladx ou coletivamente.

    Sendo assim a Rádio Cordel Anarquista junto com suas parcerias organizou dia 08/07/2017 seu #79 programa  e que contou a participação do companheiro Amebix de Recife/PE, que além de expor a insegurança digital que todxs nós estamos submetidos, também trouxe como alternativa diversos programas em diferentes plataformas,  especificamente para aquelexs que utilizam  a internet como ferramenta de luta.

    Caso tenha se interessado pelo tema baixe o aúdio do programa completo AQUI

  • ADIADO o Programa “Indígenas Contra o E$tado”

    ADIADO o Programa “Indígenas Contra o E$tado”

    ADIADO O PROGRAMA INDÍGENAS CONTRA O E$TADO

    Infelizmente ocorreu um grande imprevisto para o companheiro Casé Angatu Xukuru Tupinambá e desde já deixamos aqui nossa solidariedade.
    Com o objetivo de manter a participação de todos os convidados e também da proposta do programa decidimos adiar para que em breve possamos transmitir esse maravilhoso programa.
    Agradecemos a todxs que divulgaram esse programa, e desejamos que continuem contribuindo para o fortalecimento da Imprensa Anarquista.
    Ass: Rádio Cordel Anarquista

     

  • Baixe o aúdio “Junho Negro pela Liberdade de Rafael Braga”

    Baixe o aúdio “Junho Negro pela Liberdade de Rafael Braga”

    NÃO QUEREMOS PRISÕES MAIORES, QUEREMOS PRISÕES VAZIAS!!

    No dia 04  de Junho de 2017 a Rádio Cordel Anarquista somou com as diversas atividades programadas para o mês de junho em todo o bra$il e em várias partes do mundo, que estão lutando em prol da liberdade para Rafael Braga Vieira, mês esse em que completa 04 anos de sua prisão, preso durante as Revoltas de Junho de 2013.

    Foi realizado um programa AO VIVO na Rádio Cordel Anarquista, e que contou com a participação de Rafael Ferreira da Campanha Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira do RJ, com um integrante da Biblioteca Libertária Max Well Ferreira de Belém/PA, e também com relatos de coletivos de Fortaleza/CE e Feira de Santana/BA e que estão promovendo atividades em solidariedade a essa luta.

    Quer saber mais sobre o caso de Rafael Braga e se aprofundar na luta anti-carcerária?

    Então precisa escutar esse programa!!!

    Para baixar CLIQUE AQUI

  • 04/06-Domingo-Junho Negro pela Liberdade de Rafael Braga AO VIVO

    04/06-Domingo-Junho Negro pela Liberdade de Rafael Braga AO VIVO

    Para muitxs que participaram das Revoltas de Junho de 2013 tudo que aconteceu ficará somente na memória, mas para Rafael Braga Vieira essa época ficará marcada em seu corpo, sua mente e sua história. Desde esse período Rafael foi sequestrado pelo E$tado, sendo condenado a prisão, e a inúmeras humilhações, tudo isso por portar consigo um produto de limpeza, escancarando o caráter rascista das forças opressoras do E$tado. Rascismo, provas forjadas, violência, é um retrato nítido de um paí$ que só é maravilhoso, para quem é branco e rico.

    Nesse mês de junho em que completa 4 anos da prisão de Rafael Braga acontecerá diversas atividades em todo o bra$il. A Rádio Cordel Anarquista também contribuirá para a “Campanha pela Liberdade de Rafael Braga”, e também para a luta anti-cárcere. Sendo assim a Cordel Anarquista convidou duas pessoas que constroem a luta pela liberdade de Rafael Braga para falarem sobre a campanha e também sobre toda a história que envolve o caso.

    São xs seguintes convidadxs:

    Andreza Delgado – Campanha 30 dias por Rafael Braga – SP

    Rafael Ferreira – Campanha pela Liberdade de Rafael Braga – RJ

    QUANDO: 04/06/2017 Domingo
    HORAS: 17:30 (horário de brasília)
    Se você ficou interessadx não pode deixar de ouvir e participar!

    Faça Parte da Cordel Anarquista

    Faça parte desta Rede de Comunicação Anarquista divulgando a programação para sua lista de e-mails e para toda sua rede social, e também se tiver algum contato ou conhecimento de algum Coletivo/Movimento Anarquista existente, mande um e-mail para a Cordel, contribuindo assim de forma direta na programação e no fortalecimento deste meio de comunicação. O Coletivo Cordel Anarquista está aberto à novxs integrantes, quem tiver interesse entre em contato conosco.

     

  • Baixe o aúdio “Luta Anarquista na Venezuela: Nem Chavismo e Nem Capitalismo”

    Baixe o aúdio “Luta Anarquista na Venezuela: Nem Chavismo e Nem Capitalismo”

    No dia 24 de maio a Rádio Cordel Anarquista retomando as atividades realizou sua #76 transmissão, e entrevistou o companheiro Nelson, integrante do conhecido Jornal Anarquista Venezuelano “El Libertário”.

    Nessa transmissão Nelson contou a realidade atual da Venezuela, a falta de necessidades básicas, o grande controle que o governo de Maduro tem exercido na população e também os interesses que estão por trás do chamado “Socialismo do Século XXI”.

    O Companheiro também falou um pouco do histórico do Jornal e sobre a atuação delxs em torno do anarquismo. Também foi debatido sobre as dificuldades de agir de forma coerente em uma realidade tão complexa, em que existem duas forças disputando, quem entra ou quem permanece no poder.

    Baixe esse ótimo programa e saiba o que está acontecendo na Venezuela a partir de quem vive lá, e não só isso, mas através de uma perspectiva anarquista.

    BAIXE O AÚDIO  AQUI

  • O Anarquismo não é um Estilo de Vida

    O Anarquismo não é um Estilo de Vida

    Por Mano da Cordel Anarquista

    Nesse texto irei no sentido contrário do autor Murray Bookchin quando escreveu o livro “Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida: um abismoimages-duckduckgo-com intransponível”, que ao se referir aos vícios do anarquismo contemporâneo deixa de criticar as diferentes vertentes do anarquismo, colocando como se o maior vilão fossem xs chamadxs anarquistas individualistas, influenciadxs por Max Stirner, Hakin Bey, Michel Foucault, enfim aqueles que todxs xs estruturalistas gostam de chamar de pós-modernos.

    Não tenho a intenção de atacar exclusivamente qualquer vertente do anarquismo, pois as críticas que serão feitas nesse texto nem aquelx que lhe escreve está isentx de recebê-las, mas ao invés de culpabilizar individuxs, coletivos, vertentes, quero confrontar com as práticas que nem mesmo xs teóricxs clássicos do anarquismo escapam.

    Quando me refiro ao Anarquismo estou me referindo a luta contra todas as formas de opressão que impedem a emancipação plena dx ser humanx e de todos os animais. Nesse sentido o anarquismo não existe de forma isolada, ele está ligado completamente a ação. Sendo assim como poderíamos considerar alguém anarquista? O debate que quero fazer é que não existe um Ser Anarquista, mas um Estar Anarquista, pois só podemos nos considerar anarquistas enquanto estamos no enfrentamento direto a todas as opressões que nos aprisionam, ou seja, não é um título que ganhamos e que podemos levá-lo tranquilamente para o resto da vida sem que necessitamos fazer qualquer esforço, e nem mesmo uma proteção que impede uma autocrítica.

    serveimageE ao contrário do que pensava Bookchin o problema do anarquismo contemporâneo e mesmo do clássico, não está no fato dxs anarquistas assumirem diversas frentes de luta, tanto da micro como da macro politica, o problema é que ainda vemos uma grande resistência ou mesmo tabu de enfrentarmos diversas opressões que nos acompanham ao longo de séculos, mas que para muitxs é um campo minado, pois esse debate nos coloca muita vezes do lado daquelxs que oprimem e não do lado confortável de quem julga a opressão alheia.

    Diferenciar a luta anarquista da influência do socialismo autoritário (ou estruturalista) também é um dos desafios que se coloca quando o assunto é o combate a todas as opressões, pois tendemos a escolher um “inimigo nº1” para enfrentar e assim todas as nossas estratégias caminharão nesse sentido, dando prioridade para algumas opressões e deixando em segundo plano outras, que além de criar uma confusão, perdendo muitas vezes o nosso horizonte politico, o que acontece é que no final chegamos sempre na mesma conclusão, a opressão não trabalhada sempre retorna, e quando retorna o resultado é a destruição ou transformação, sendo a destruição sem a transformação o mais provável de acontecer, causando o distanciamento dxs individuxs envolvidxs.

    Semelhante ao que sempre houve com xs marxistas a séculos, no Brasil está crescendo uma nova categoria de anarquistas, xs anarquistas de fim de semana, ou de academia, e isso acontece também devido ao fim de espaços/okupas anarquistas, que sempre serviram de laboratórios de desconstruções, que por conta de diversos conflitos, sendo alguns já relatados acima, perdemos não somente espaços fixos, mas estamos perdendo cada vez mais a responsabilidade do encontro, momento que pode ser extremamente importante para nos distanciarmos da nossa zona de conforto, e voltarmos a ser perigosxs.

    Finalizo/Inicio dizendo que esse texto poderia também se chamar “Manifesto paraserveimage1 que a Ação tenha mais força que os discursos”, pois além de outras coisas a critica que faço aqui é para que o anarquismo não seja mais um estilo (como tantos outros existentes) a ser utilizado ao se encontrar com xs velhxs amigxs do ativismo de tempos anteriores, mas que continue sendo o constrangimento, a intolerância, a desilusão e a destruição de todas as práticas e valores morais construídos ao longo de toda a nossa existência e que nos fazem nascer presxs mesmo sem grades e correntes.

    O Anarquismo só estará vivo enquanto houver Ações Anarquistas!!!

    A coluna “Debates Anarquistas” tem como objetivo estimular/fortalecer/provocar o debate em torno do anarquismo fora do espaço acadêmico ou formal de educação, através de textos autorais, buscando uma linguagem inclusiva e que valorize a pluralidade do anarquismo.

    Quer publicar um texto aqui? Conheça primeiramente os Princípios da Cordel Anarquista e entre em contato conosco; cordelanarquista@riseup.net.

  • Fortalecendo o Anarquismo no Nordeste, relato do Mini tour subversivo da Cordel

    Fortalecendo o Anarquismo no Nordeste, relato do Mini tour subversivo da Cordel

    preditada

    Entre os dias 19 a 28 de setembro a Cordel Anarquista viajou para Recife e Natal com o objetivo de fortalecer as movimentações anarquistas nesses territórios, dessa forma somou com individualidades e coletivos para organizar atividades de formação e propaganda anarquista.

    Nessas duas cidades a Cordel organizou a 13º e 14º Banquinha Anarquista a Propriedade é um Roubo, um projeto que tem como objetivo divulgar e distribuir gratuitamente materiais anarquistas (zines, jornais, revistas), principalmente para pessoas que não conhecem o anarquismo, a maior parte das edições desse projeto ocorreram em $alvador/Ba entre os anos 2013 e 2014, mas que a Cordel a partir de 2015 começou a fazer de forma itinerante.

    Juntamente com a Banquinha também houve o Lançamento dos Zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas (disponível para baixar aqui) acompanhado de uma roda de conversa sobre as temáticas dos zines.

    Outra atividade que foi feita nesses lugares devido ao contexto politico que estamos vivendo foi o Lambe e a panfletagem do “Voto Nulo ou Não Vote – Organize-se e Lute” (baixe esse material aqui).

    Nessas duas cidades fomos bem acolhidxs, em recife pelo coletivo dhuzati e em natal por outrxs compas anarquistas que temos bastante carinho e pudemos fortalecer-se mutuamente, nutrindo relações que vão muito além do capital, mas de solidariedade e luta.

    Recife: Sarau do Bosque edições Histéricas

    Contextualizando: O sarau do bosque já existe alguns anos na ufrpe, onde é organizado em sua maioria por homens e que em suas poesias objetificam as mulheres, reforçando opressões que combatemos ferozmente em nosso cotidiano, sendo assim, as monas, as manas e as minas de recife, tomaram de assalto o evento e o espaço do sarau, construindo assim a edição Histéricas.

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    Esse evento teve os seguintes objetivos: escrachar os machos, denunciar a perseguição da universidade com xs trabalhadorxs ambulantes e a população pobre que mora entorno da universidade e somar força.

    No sarau rolou debates, oficinas de zine e serigrafia, apresentação de dança afro, brechó, pirofagia, intervenções teatrais, banquinha anarquista e poesias disparadoras de gritos, de desabafos, e de liberdade.

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    A Cordel Anarquista esteve presente no evento organizando duas atividades, a 13ª Banquinha Anarquista: A propriedade é um Roubo juntamente com o lançamento dos zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas, e também com uma roda de conversa sobre as temáticas dos zines.

    Mesmo não estando em um evento anarquista percebemos que as pessoas que estiveram presente tanto na banquinha e na roda de conversa demonstraram uma curiosidade sobre os temas, foi interessante porque acabou sendo um espaço de propagação de ideias, reflexões e vivências anarkas.img_4836

    O que mais marcou esse sarau do bosque edição histéricas, foi o posicionamento e ação racha macho, a cada início e fechamento das oficinas/debates, se liam (as vezes em jogral) o porque daquele evento e a lista dos machos que não eram bem vindos, e o ato de gritar os nomes desses machos em grupo, com pessoas dissidentes, acredito que marcou muita gente.

    Nós da cordel também fechamos com a organização, ou seja, que macho nenhum daquela lista iriam participar de qualquer evento do sarau, então também não poderiam pegar nenhum material em nossa banca, caso eles tivessem a ousadia de colar nas atividades do sarau.

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    Recife: Cine Rua Escura, pelo Coletivo Periféricas

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    No sarau do bosque também tivemos o prazer de conhecer algumas mulheres do img_4896coletivo periféricas (um coletivo formado por mulheres negras, da periferia de recife, do bairro Ibura r11), e que no sarau facilitaram uma roda de conversa sobre a hiperssexualização da mulher na literatura, como também uma apresentação de dança afro de uma pré-adolescente empoderadíssima. No sarau elas fizeram um convite para o evento que elas estavam organizando em sua comunidade (Cine Rua Escura).

    Fomos para esse evento em seis pessoas, somar nessa luta feita por feministas negras, periféricas e com um posicionamento bem crítico em relação a partido. img_4893Como já tínhamos como ação política fazer a divulgação do “vote nulo ou não vote”, por meio do lambe, apresentamos esse material para o coletivo para saber se elas concordavam em fazer os lambes, aquela velha história de saber entrar e sair dos lugares que podemos e desejamos construir algo. Não só aceitaram como também fez daquela proposta de ação tornar parte do evento, isso nos gerou muita animação, em perceber a abertura delas por ideias anarkas. A reflexão que fizemos foi de que não devemos ter medo de propor uma proposta anarka em qualquer lugar que nossos pés pisam.

    Desejamos vida longa ao coletivo periféricas!!!

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    Natal: Feirinha de Materiais Anarquistas

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    No dia 26 de agosto Rolou a Feirinha de Materiais Anarquistas em Natal/RN e iniciou no final de tarde em uma praça bem conhecida a Praça Vermelha, foi umaimg_4913parceria entre a Cordel Anarquista e individualidades anarquistas que tem organizado outras atividades durantes os últimos anos em Natal (Rupturas Libertárias, Mostra de Filmes Punks e Anarquistas, etc).

    No evento rolou escambo de Materiais (zines, livros e vinis), atividade prática com as crianças (oficina de massinha com farinha de trigo) , Rango Vegano, lançamento e roda de conversa sobre os zines Cordel Anarquista e Bruxas Anarkas, img_4926além da 14º Banquinha Anarquista – A Propriedade é um Roubo. Antes da Feirinha fizemos uma pequena panfletagem no centro da cidade do Vote Nulo ou Não Vote, e percebemos que se houvesse maior debate sobre o boicote as eleições teria uma adesão gigante. Durante a semana também colamos lambes no centro da cidade em companhia de um compa de Natal.

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    Foi muito bom reencontrar companheirxs de luta que mesmo com todas as dificuldades da nossa cena ainda continuam fortalecendo a luta Acrata, e também conhecer pessoas novas que faz com que nossa esperança esteja sempre viva.

     

     

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    Obstáculos a serem ultrapassados

    Em anos anteriores a Cordel já havia participado de atividades nessas duas cidades (2013- Feira Libertária – Recife/PE, 2013/2014/2015 -Rupturas Libertárias – Natal/RN), e o que avaliamos é que nesses últimos anos principalmente apósimages-duckduckgo-com diversos casos de machismo dentro de coletivos e entre individualidades anarquistas, percebemos que está havendo um afastamento das pessoas não só da cena, mas do anarquismo, associando o machismo a ideologia anarquista, e essa realidade não é somente em Recife e Natal, mas está acontecendo em diversos lugares. O maior empoderamento das mulheres e o enfrentamento ao machismo que deveria ser cada vez mais fortalecido em nossa cena, tem sofrido uma grande resistência por parte daquelxs que são o foco das críticas, os homens, e essa falta de auto critica tem afastado de nosso movimento todxs que são xs que mais sofrem com o machismo, as mulheres, pessoas trans, gays, queer e outros corpos não normativos. É necessário que todxs nós ampliemos esse debate/desconstrução não somente para as reuniões e assembleias mas para o nosso cotidiano, e tal como o capitalismo e o Estado que o machismo também seja repudiado em nossos discursos e práticas.

     

    Seguimos construindo e fortalecendo redes Anarquicas!!!

     

     

  • [Aracaju/se] Relato do Laricaço na ocupação A Casinha

    [Aracaju/se] Relato do Laricaço na ocupação A Casinha

    1473018297927Ontem foi o dia da Cordel Anarquista fortalecer a Ocupação A Casinha, somar forças xs compas que saíram da comodidade da1473018197283 vida individualista e consumista para uma vida coletiva, foi um dia de ver de perto um espaço que provoca a criatividade, que podem sim romper com a normatividade e construir relações horizontais em busca da autogestão de nossas vidas. 

    A vida institucionalizada nos tira tudo que nos gera autonomia, nos arrancam: o saber fazer de maneira coletiva, o saber distinguir individualidade de individualismo, o saber nos curar através da natureza, o saber gerir nossa própria educação, o saber cultivar nosso próprio alimento, o saber fazer política permeada de afetos e cuidados…Mas ontem no laricaço a ideia foi outra.

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    A comunidade se fez presente, bebês,crianças, jovens, adultxs e idosxs…se misturando com xs moradorxs da Casinha e com xs visitantes. 

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    Iniciou as atividades da1473007795204 Casinha com grafites nos muros da ocupação, dando mais vida ao espaço. Teve um rango vegano (todo feito de recicle), que por sinal estava maravilhoso, que ficou a disposição para se servirem livremente. Depois rolou uma roda de conversa, sobre “Ocupação de espaços urbanos”, com a participação de vários coletivos, ficando a Cordel Anarquista juntamente com a Dhuzati IMG_4960Coletiva Vegetariana Artesanal, responsáveis em facilitar odebate sobre “Ações em rede e autonomia de gestão e produção de espaços coletivos e colaborativos”. Paralelamente houve uma oficina de malabares (confecção e manuseio de swings) para as crianças, preocupação está importantíssima para a desconstrução do mundo adultocêntrico, comotambém para integração das crianças no projeto da ocupação. E por último rolou som, poesia e microfone aberto.

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    Enfim foi um momento de muita troca de experiências, de sonhos. Ocupar um espaço pressupõem conflitos na esfera macro (Estado, capitalismo, partidos), mas o que faz muitIMG_4968as vezes conseguir enfrentar esses conflitos é a forma como é encarado os desafios postos na esfera micro (autoritarismo, hierarquia, machismos, transfobia, racismo e outras opressões do cotidiano). Muitos são os desafios, mas onte m foi um dia que tivemos contato com pessoas que estão na disposição de ultrapassar barreiras e enquanto houver autonomia e autogestão a Cordel Anarquista estará lá para somar.

    VIDA LONGA A OCUPAÇÃO A CASINHA!!!